Alienação e Ideologia

Analisando os vários conceitos de Alienação e Ideologia, mais fortemente o que estamos vivendo hoje como a globalização da miséria e do capitalismo desenfreado – resultados esses de milênios de egoísmo e indiferença humana –, faço a seguinte indagação:

Qual a importância do profissional da educação na atualidade?

About these ads

10 Comentários

5 de Setembro de 2013 · 18:01

10 responses to “Alienação e Ideologia

  1. ...

    Crendo ser correto ou não, o professor e as escolas e/ou instituições de ensino, se tornaram, no século XXI, uma extensão do lar do educando.
    Logo, têm papel relevantíssimo na instrução do que busca o aprendizado. Aos seus alunos o educador deve levar o maior conhecimento que lhe é possível para que futuramente o mesmo possa devolver à sociedade o que lhe foi mostrado de bom. Torna-se ainda mais fácil quando a instrução é acompanhada da Espiritualidade Ecumênica.
    Mais sobre o assunto (Educação com Espiritualidade Ecumênica) no site: http://www.paivanetto.com.br/index.php/pt/artigos?cs=100.
    Ass.: Nayara (Graduanda em Pedagogia)

  2. Rafael

    Gostei da pergunta. Vou responder, primeiro ressaltando o termo “profissional da educação”.
    Certa vez li na faculdade um texto de um teórico francês, Philippe Perrenoud, que refletia sobre esse termo, dizendo, em resumo, que a profissão conota “praxis”, que é a reflexão sobre a ação e a atitude do profissional. O que eu vou fazer, porque eu vou fazer, ou que e por que eu estou fazendo, o que foi que eu fiz, qual foi o impacto da ação? Vou continuar fazendo? De que forma posso melhorar? Para que o ofício do educador não se confunda com uma “tarefa de educar” visto que o autor compreende tarefa como empilhar uma caixa, carimbar folhas, coisas que se pode repetidamente fazer se instruído para isso, é preciso mais que o know how, a experiência, mas a capacidade de se resolver situações problemas novas, e isso vem com a “praxis”. Porcamente resumido é isso. Essa palavra vai aparecer com vários sentidos ao longo do curso, porque todo mundo gosta de usá-la. Segundo ele, essa “praxis”, que leva o professor a pesquisar sobre a sua prática, aprimorá-la, confere status de Profissão ao seu ofício (isso e, acrescento eu, todas as batalhas de defensores e sindicalistas por melhores reconhecimentos ao profissional da educação).
    Colocado esse introito sobre “o ofício do educador”, a resposta da pergunta em si:
    Considero que a alienação, a que a pergunta se refere, é mais abrangente do que a falta do conhecimento e crítica a respeito da construção e manutenção das sociedades forjadas na luta entre “classes dominantes e dominadas”. Basta ver que em regimes ditos comunistas pelo mundo, a opressão vem por diversas outras formas, interinas que sejam, inclusive ameaçando guerras.
    Essa alienação também pode configurar-se no desconhecimento a respeito do valor do Ser Humano, do fundamento das relações humanas.
    E há algo mais, o educador Paiva Netto sugere ainda a consideração sobre o espírito eterno do Ser Humano, cuja realidade a Ciência de ponta investiga e que pode ser tomado, como define o propositor da Pedagogia do Cidadão Ecumênico, da LBV, como “o berço dos mais elevados sentimentos dos ser humano”, o sentimento. É no íntimo do Ser que se origina a sua predisposição, sua disposição ou mesmo a sua indisposição para a boa vivência numa sociedade construída em bases, ou moldes, diferentes da que hoje lamentamos.
    “O que é isso?! Atribui-se então mais uma função, a sacerdotal, ao professor já refém de tantas expectativas criadas pelo vácuo que existe, não apenas na escola, mas na família, no estado e na sociedade – agora também na igreja? Isso é demais”

    Não é mais uma atribuição, de forma alguma – podemos responder, calmamente. O papel do educador continua sendo o mesmo: em rápida análise, o de socializar o conhecimento a fim de estimular a criticidade, e também o de levar ao desenvolvimento de habilidades e competências específicas e gerais dos educandos. Só aí já reside um grande desafio, pelo pouco recurso e menores interesses, por parte de alguns, destinados ao assunto. Motivo? Um deles: “A Farinha é pouca! Meu pirão, primeiro!” E nem é tão pouca farinha assim, tem pra todo mundo. Mas o egoísmo…

    Então, desenvolver habilidades e competências para que? Pra ser pasto da tal “sociedade”, que teme-se como se fosse um monstro ET, um lobo gigante a engolir os carneirinhos que saem, enfileirados, da escola? (Basta ver que, “pela agilidade da comunicação virtual”, parece que virou tendência desconsiderar-se até as básicas noções da língua portuguesa, mal apreendidas no ensino fundamental). Educar pra quê?

    Indo ao ponto, a Carta Magna do nosso país (1988), define que a educação visa “ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
    Aí devolvemos a pergunta: Como desenvolver plenamente a pessoa, sem levar em conta seu sentimento? Como preparar para o exercício da cidadania sem levar em consideração seu papel solidário enquanto cidadão pleno, evitando o perpetrar da sociedade do egoísmo? Qualificar de que forma para o trabalho, se, de acordo com estatísticas de Recursos Humanos, uma das grandes causas de demissões hoje em dia tem sido problemas comportamentais e de relacionamentos?
    Claro que não se deve ignorar a grande defasagem que existe no campo do aprimoramento das habilidades e competências, o que tem dificultado até mesmo o investimento de grandes indústrias no mercado de trabalho brasileiro – ou pelo menos esse é o papo nas Universidades.

    Mas se a necessidade da educação de qualidade é percebida por todos, se existem os recursos, se ha o senso comum de que muito se é desviado, se há a constatação de que houve pouco esforço para aprimorar a educação de qualidade, havemos de convir que esse estado de coisas – e tantos outros que colocam a humanidade em sobressalto constante – é mantido por mentes que foram pelo menos intelectualmente bem formadas, mas cujo sentimento não foi devidamente considerado nessa formação.

    A técnica, o conhecimento, a pesquisa, a metodologia, a crítica, precisa cada vez ser mais aprimorada, quanto mais informação, menos alienação. Mas o cuidado com o sentimento, a partir do nosso próprio e a busca por soluções e atitudes simples que possam abrilhantar o convívio com os valores do Sentimento Elevado, também podem se aliar a essa tão falada “praxis”.
    É importante, portanto, lembrar que não se trata de mais uma atribuição do educador, mas apenas uma contribuição que ele pode imprimir na sua arte e que pode construir uma ponte segura, ainda q estreita sobre o abismo que leva à alienação.

    Rafael Ramalho

  3. Deise

    Acredito que hoje em dia o educador tem um papel totalmente diferente de anos atrás. Por meio dos avanços tecnológicos, o acesso à informação e facilidade de obtê-la é inquestionável. Anteriormente o profissional de educação tinha como principal postura a transmissão de conceitos, sendo estas datas históricas, regras matemáticas entre outras coisas. Hoje em dia, a internet tem esta função. Qualquer dado que quisermos encontrar, basta um clique para tomar ciência. Deste modo, destaco que há uma necessidade gritante de mudança de foco. Qual é o papel do educador hoje em dia na sala de aula? estamos em uma época que a reflexão se dá como essencial sobre qualquer coisa que nos propomos a realizar. Possibilitar que hoje em dia o aluno possa ser um cidadão, ativo, reflexivo, atuante pode ser um conteúdo trabalhado na escola. Estamos com uma educação falida que ainda acredita ou prefere se acomodar na transmissão de conceitos.
    O professor, desta maneira, deve um trabalho menos pragmático que impulsiona o aluno a refletir, buscar novos ideais, sem que viva em mundo alienado pela facilidade.

  4. Danielle Santos

    Em seu livro a “Pedagogia da Autonomia”, Paulo Freire discute a educação em sua politicidade, historicidade e dialogicidade crítica, possibilitando a compreensão de que ensinar não é apenas transferir conhecimento, mas é essencialmente um processo de comunicação e emancipação que claramente se opõe a ideologia neoliberal segundo a qual a educação deve estar subordinada às necessidades do mercado de trabalho, ou seja, o sistema educacional deve se ajustar às demandas do mundo dos empregos. O que não significa que a função social da educação seja garantir esses empregos e, menos ainda, criar fontes de trabalho. Pelo contrário, o sistema educacional deve promover o que os neoliberais chamam de empregabilidade. A educação deve apenas oferecer essa ferramenta necessária para competir nesse mercado. O restante depende das pessoas.
    Respondendo a sua questão, considero que todo educador e educadora comprometidos com a educação libertadora e transformadora, conscientes do seu papel, jamais podem fugir à luta ou perder a esperança, pois se a educação não pode tudo, alguma coisa fundamental ela pode: demonstrar ao educando e à educanda que é possível mudar.

    Danielle Santos

  5. Laerte de Sousa

    O papel do educador na sociedade continua o mesmo. É trazer à tona o interesse pelo conhecimento dos alunos, assim como oferecer exemplos de ética e cidadania. O que muda entretanto são alguns caminhos que precisam ser adaptados aos novos rumos da sociedade, como por exemplo o fator tecnologia, seus avanços no que tange à comunicação e informação. O educador deve está em sintonia com as mudanças na sociedade, assim como a escola de maneira geral. Modelos ultrapassados de ensino que tornam as escolas um ambiente atrasado e desinteressante para os alunos.

  6. Eliezer

    O papel do educador, é muito simples, como o próprio nome diz é Educar! Pareci ser minimalista? A intenção foi essa, pois penso que há muitas pessoas que pensam que educar é fácil, simples, muitas pessoas pensam que para ser educador basta ter uma formação de nível superior e pronto, vai a frente da sala de aula e educa. Esse processo é algo muito complexo, algo que posso comparar a uma arte, pois além de técnicas é fundamental que esse profissional, de tal incumbência, a de “Educar”, Para educar é necessário amor, pois quando o amor estiver presente no que se faz, então esse profissional vai procurar entender os valores atuais da sociedade, tentando entender o papel central da família e buscando conhecimento e capacitação para entender pessoas, pois família é comporta de pessoas e pessoas são diferentes, são diversas.
    Logo educar é estar próximo das pessoas ajudando-as a transformar os pensamentos e as levar de uma lugar para outro, incentivando a construção do conhecimento

  7. Waléria Rossi

    Refleti bastante para responder essa questão…
    Creio que temos uma importância imensa, desde que atuemos devidamente preparados para a lida!!!

    Para resumir o que penso, deixo a seguir um pensamento de Rubem Alves:
    “Para o estudo de certas profissões, exigi-se que o candidato passe por um EXAME DE APTIDÃO. É o caso da música. Não basta desejar ser músico. É preciso ter as qualificações necessárias para o profissão de músico. Eu acho que o mesmo deveria ser obrigatório para aqueles que querem ser professores. Um teste de aptidão para os candidatos ao magistério seria assim: o candidato seria solto num pátio onde se encontram muitas crianças. Se ele se enturmasse com elas, desse risada e participasse das brincadeiras e atividades, seria aceito. Caso contrário, deveria procurar outra profissão, ainda que tivesse tirado dez em todas as provas teóricas.”

    Ass: Waléria Rossi (Profissional da Educação).

  8. Sinceramente, depois de dez anos dando aulas, não acredito mais em grandes mudanças ou grandes missões, por parte de um profissional desrespeitado tanto financeira quanto moralmente. No meu caso, prestei concurso para professor não para mártir. Diante das mais adversas condições de trabalho, do descaso das autoridades, da mídia e da comunidade, não acredito mais naquele papo de pedagogia do afeto e acredito que esse papo todo, isso de amar a profissão feito uma freira, só faz com nossas reivindicações sejam cada vez menos ouvidas. O professor é um profissional como qualquer outro. Não é trabalho voluntário. Difícil render bem, depois de doze treze aulas, e nós sabemos como estão as salas de aula! Continuo fazendo o meu trabalho, na medida do possível, já não me frustro quando as coisas não saem como imagino. Era isso ou adoecer, pq se a gente for ficar se culpando, entra em parafuso. Meu assunto é Arte, então tento despertar o amor da meninada por arte e literatura. É difícil porque num mundo onde o que manda é o dinheiro, como despertar interesse pelo humano? O sistema quer que produzamos, como numa fábrica, apenas ferramentas eficientes. Neste sentido, acho que educar é nadar não só contra a corrente, mas cachoeira acima.
    Ass: Daniel Lopes, professor

  9. Fabio Gama

    O papel do educador no sec 21 é o de despertar o aluno para encontrar o seu caminho na sociedade e auxiliar a responder as questões pessoais e sociais como: Qual o meu papel na sociedade? O desejo para minha vida? Quero ter uma família? Desejo apenas curtir a vida solteiro? Como vou me sustentar com dignidade? Vou me relacionar com amigos? Quero conhecer o mundo ou ficar no meu mundo fechado? . E sim, entre estes pontos temos muitos conceitos para serem transmitidos, alguns falam que a internet substitui o conhecimento em um clique se sabe de tudo… cuidado, isso não é verdade, a internet é uma ferramenta de informação como um livro, que expõe suas ideais ao publico para que discutam e reflitam, como alguns aqui o fizeram. Lembrem-se sem o conhecimento básico da alfabetização ninguém estaria neste canal, sem o conhecimento mínimo de informática não teríamos feito este blog, sem o conhecimento de relacionamento humano não haveria proposta de melhoria, sem conhecimento de estatística, não existiriam indicadores para avaliar evolução da sociedade como um todo, e nem responder como éramos e como estamos. O egoísmo, infelizmente é parte do ser humano, e o educador não fará nada sozinho se a família não se estruturar e programar a formação moral de seus componentes, os problemas comportamentais dos jovens e a desestruturação familiar refletem na sala de aula, pois os alunos carregam par o convívio social da escola os valores e problemas. Alunos violentos, inquietos e com déficit de aprendizagem são na maioria das vezes consequências de uma formação desajustadas, seja social, psicológica ou afetiva. O educador tem o papel de indicar o caminho, entretanto este não é papel exclusivo do educador, cada indivíduo depende da sua estrutura familiar para evoluir, temos muitos exemplos que o esforço individual supera obstáculos familiares e sociais, é o momento da tomada de consciência “Depende de Nós”.
    Prof. Fábio Gama

  10. Vanessa Silva

    A importância do profissional de ensino na atualidade é mostrar aos educandos que devem estar atentos as inovações, notícias, competitividade … Mostrar que o ensino x aprendizagem é importante não só para conhecimento e sim para aplicar na vida e sociedade que compõe.
    Vanessa

Deixar uma resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s